Blá, blá, blá, blá,
O que mais se vê são baboseiras expostas no ar,
São tantas que me perco nelas se pestanejar,
Sou guarda mor de minha astúcia pra não me acovardar.
São promessas, juras, injúrias, crendices,
Tantas idéias e imaculadas tolices
Desenham mapas, trilhas de ourives
Cujo ouro não terá valor jamais.
É...é isso! O Clima é um eterno Outono
Esse vai ou não vai,
As palavras são cão sem dono
E o esperto pesca aquilo que lhe Faz.
E no fim das contas as baboseiras é que tem valor,
Pois delas partem o furor
De grandes idéias e do riso de horror.
São parte do homem que assim, acalenta a dor.
"Todo o conteúdo desta página está registrado em nome da autora, com os devidos fins legais."
quarta-feira, 14 de maio de 2008
quinta-feira, 17 de abril de 2008
Legado
Não há legado para se deixar no mundo,
Pelo menos nenhum que venha de meu ventre,
Ou pelo menos das minhas contas.
Na verdade me engano, deixo muitos
Estão em forma abstrata,
Alguns em forma de palavra,
Outros em forma de nada, estão apenas no ar.
Os que têm forma de segredo levo comigo,
Esses guardo há vinte chaves,
Levo também a dor que ruminei em vida,
É um chicletinho bem ruim, como aqueles
de sabor tuti-fruti de quitanda barata.
Pensando bem, não serão tantos assim,
Levarei mais coisas do que deixarei,
Mas com certeza um dos meus legados favoritos são as denúncias,
De tudo que tive vontade de denunciar,
principalmente em relação à vida, é isso,
Denuncio a vida, ou melhor, os infelizes que a tornam má,
ou pelo menos como eles a tornam má.
Legado, rezo para que eles sejam lembrados, utilizados,
Porque se morrerem comigo,
Morrerei em vão.
Não quero rochas, nem placas pra me nomearem no final
Quero palavras, folhas,
Quero principalmente citações e ações.
Pois é essa a riqueza de meu legado.
Pelo menos nenhum que venha de meu ventre,
Ou pelo menos das minhas contas.
Na verdade me engano, deixo muitos
Estão em forma abstrata,
Alguns em forma de palavra,
Outros em forma de nada, estão apenas no ar.
Os que têm forma de segredo levo comigo,
Esses guardo há vinte chaves,
Levo também a dor que ruminei em vida,
É um chicletinho bem ruim, como aqueles
de sabor tuti-fruti de quitanda barata.
Pensando bem, não serão tantos assim,
Levarei mais coisas do que deixarei,
Mas com certeza um dos meus legados favoritos são as denúncias,
De tudo que tive vontade de denunciar,
principalmente em relação à vida, é isso,
Denuncio a vida, ou melhor, os infelizes que a tornam má,
ou pelo menos como eles a tornam má.
Legado, rezo para que eles sejam lembrados, utilizados,
Porque se morrerem comigo,
Morrerei em vão.
Não quero rochas, nem placas pra me nomearem no final
Quero palavras, folhas,
Quero principalmente citações e ações.
Pois é essa a riqueza de meu legado.
sábado, 22 de março de 2008
Ensaio sobre a Moral
É patético ver a ignorância mundial, e só me atrevo a usar uma palavra tão generalizada por conta do infeliz número que favorece essa deficiência.
O medo não é apenas o sentimento mais perigoso na balança da vida, masé também um pecado, pois cometê-lo sob certos aspectos leva à hipocrisia crônica e a morte súbita da felicidade própria e alheia.
Quando penso sobre a moral me pergunto qual a dificuldade das pessoas entenderem seu significado real, por que tanto se mistificou algo que é bem mais simples? Essa palavra - moral, ganhou um tamanho tão grande quanto a ignorância que a cerca.
Se a moral é relativa aos bons stos que devemos ter uns com os outros (e surgiu num tempo em que a liberdade total era vista com outros olhos), seria certo dizer que roubar, matar, destruir - são atos imorais. Os próprios mandamentos bíblicos e os pecados capitais, que surgiram bem mais a frente, são parte ou sinônimos de conduta moral, conduta sta que é constantemente deturpada por mentes que temem o julgamento alheio, gente que se esconde num modo falso de "vida correta", cujos pensamentos e idéias são superficiais e moldados por comandantes de um exército cuja causa é anular. Os nulos são mais manipuláveis e osespertos de ganância exacerbada sabem disso.
Na verdade, não sei mais se é correto usarmos essa palavra, moral, já que foi tão mal interpretada, mal usada pela história e pelas fraquezas humanas, tanto que se fala mais da falsa moral do que da verdadeira - esquecida.
Evitar, encriminar, julgar e maltratar a ação do outro sem conhecê-la; encher a pequena visão de pré-conceitos por não conseguir conceituar nada e pior que isso, não conseguir entender nada. Pessoas assim sempre tem o mesmo tipo de resposta para as perguntas: Porque sim! Porque não. Porque é o certo. Sempre foi assim.Porque é esquisito, é estranho. Isso é errado. Mas não conseguem se apronfundar, dar motivos reais, as frases são curtas porque o pensamento é limitado e acreditem - muitos não sabem pensar. Infelizmente a maioria não se libertadesse mal.
E no fim das contas a grande imoralidade do mundo é a ignorância das pessoas cuja cegueira não lhes permite enxergar mais que um palmo de luz e essa talvez seja o maior e iminente pecado.
O medo não é apenas o sentimento mais perigoso na balança da vida, masé também um pecado, pois cometê-lo sob certos aspectos leva à hipocrisia crônica e a morte súbita da felicidade própria e alheia.
Quando penso sobre a moral me pergunto qual a dificuldade das pessoas entenderem seu significado real, por que tanto se mistificou algo que é bem mais simples? Essa palavra - moral, ganhou um tamanho tão grande quanto a ignorância que a cerca.
Se a moral é relativa aos bons stos que devemos ter uns com os outros (e surgiu num tempo em que a liberdade total era vista com outros olhos), seria certo dizer que roubar, matar, destruir - são atos imorais. Os próprios mandamentos bíblicos e os pecados capitais, que surgiram bem mais a frente, são parte ou sinônimos de conduta moral, conduta sta que é constantemente deturpada por mentes que temem o julgamento alheio, gente que se esconde num modo falso de "vida correta", cujos pensamentos e idéias são superficiais e moldados por comandantes de um exército cuja causa é anular. Os nulos são mais manipuláveis e osespertos de ganância exacerbada sabem disso.
Na verdade, não sei mais se é correto usarmos essa palavra, moral, já que foi tão mal interpretada, mal usada pela história e pelas fraquezas humanas, tanto que se fala mais da falsa moral do que da verdadeira - esquecida.
Evitar, encriminar, julgar e maltratar a ação do outro sem conhecê-la; encher a pequena visão de pré-conceitos por não conseguir conceituar nada e pior que isso, não conseguir entender nada. Pessoas assim sempre tem o mesmo tipo de resposta para as perguntas: Porque sim! Porque não. Porque é o certo. Sempre foi assim.Porque é esquisito, é estranho. Isso é errado. Mas não conseguem se apronfundar, dar motivos reais, as frases são curtas porque o pensamento é limitado e acreditem - muitos não sabem pensar. Infelizmente a maioria não se libertadesse mal.
E no fim das contas a grande imoralidade do mundo é a ignorância das pessoas cuja cegueira não lhes permite enxergar mais que um palmo de luz e essa talvez seja o maior e iminente pecado.
segunda-feira, 28 de janeiro de 2008
Abre o mar
Tem gente que engana o coração
Tem gente que encanta o povo e então,
Se esbalda na fé alheia
e esquece de ter a fé em si mesma.
Tem gente que usa o amor,
Tem gente que ama o amor,
Mas meu coração dançou o amor
E agora não sabe o que se passou.
Vou embarcar nesse navio
Vou atrás do atabaque do mar
O que faz pulsar
O impulso de amar
Quero navegar nesse mar.
Abre o mar que eu vou passar
Vou te buscar
Esse navio não tem volta
Se atracar vai ser no mar.
Mas eu quero o porto do seu coração
Então deixa eu aportar
Porque quem já dançou,
Só quer dançar.
Tem gente que encanta o povo e então,
Se esbalda na fé alheia
e esquece de ter a fé em si mesma.
Tem gente que usa o amor,
Tem gente que ama o amor,
Mas meu coração dançou o amor
E agora não sabe o que se passou.
Vou embarcar nesse navio
Vou atrás do atabaque do mar
O que faz pulsar
O impulso de amar
Quero navegar nesse mar.
Abre o mar que eu vou passar
Vou te buscar
Esse navio não tem volta
Se atracar vai ser no mar.
Mas eu quero o porto do seu coração
Então deixa eu aportar
Porque quem já dançou,
Só quer dançar.
Grilhões
Estrada vazia
Tão cheia de brisa
Brisa que me indica a direção
Caminho assombrado
De medos passados
Forrado de angústias
Passos com ardor
Ás vezes há frestas
E a luz se entrega
E os olhos capitam o azul
A cor se anuncia
O verde se anima
E até nascem flores
E o caminho se torna o céu
Mas se o céu for o véu
Que cobre o verdadeiro andor
Por onde desfilam
O tédio e a solidão
Por onde andam o arpão e o cão
De que adianta lírios
Plantados no exílio
De que adianta sóis
Pintados nos lençóis
De que adianta sonhos
Se já não há telões
De que adianta o frio
Se não há cobertor
Palavras encorajam
Os pés dilacerados
E o pulmão ofegante
É o mártir no final
E não se enxerga nada,
Nem sempre há sensações
E os calcanhares levam
Grilhões.
Tão cheia de brisa
Brisa que me indica a direção
Caminho assombrado
De medos passados
Forrado de angústias
Passos com ardor
Ás vezes há frestas
E a luz se entrega
E os olhos capitam o azul
A cor se anuncia
O verde se anima
E até nascem flores
E o caminho se torna o céu
Mas se o céu for o véu
Que cobre o verdadeiro andor
Por onde desfilam
O tédio e a solidão
Por onde andam o arpão e o cão
De que adianta lírios
Plantados no exílio
De que adianta sóis
Pintados nos lençóis
De que adianta sonhos
Se já não há telões
De que adianta o frio
Se não há cobertor
Palavras encorajam
Os pés dilacerados
E o pulmão ofegante
É o mártir no final
E não se enxerga nada,
Nem sempre há sensações
E os calcanhares levam
Grilhões.
sexta-feira, 18 de janeiro de 2008
Comentário sobre a moda
A moda é incrível!
Já ouvi muita gente dizer que não há nada mais superficial do que a moda. Coitado de quem não percebe sua "complexidade" e sua fascinante tradução dos tempos.
Refletindo crenças, comportamentos sociais, estado de espírito, posição social e também o desejo de beleza; podemos ao longo da história através das vestimentas identificar o período pelo qual aquela sociedade passava, que tipo de vida levava e até o que sentia.
Esse desenho do momento faz parte da natureza humana, o homem na angústia natural de expresar suas necessidades, seus sentimentos e suas crenças, acaba na maioria das vezes colocando isso no modo como se veste e como é da natureza humana deixa-se também, influenciar por uma necessidade coletiva (toda sociedade é um coletivo com diversas coisas em comum), o que dá origem a moda.
A moda não é algo que se deve temer, sua forma não é uma ditadura, mesmo tendo sido imposta num passado longínquo, ela continua refletindo diversos coletivos e cada um se encaixa nela de uma maneira muito pessoal e isso é o tão famoso "ser fashion", você num todo não copia, você se auto reflete e usa o todo como ferramenta para isso, e essa é sempre evolutiva, trazendo novas visões, transformando coisas do passado e renovando sempre. Assim como a caminhada de cada um na vida deve ser evolutiva, devemos refletir no modo que nos vestimos essa evolução também.
Hoje olhando para as "novas tendências", posso dizer que a sociedade busca a beleza e o conforto em tecidos leves, coloridos, o homem quer flutuar no mundo, quer ser mais colorido, quer estar mais livre, quer respeitar o planeta usando coisas recicláveis e quer explorar mais ainda sua criatividade - é como tentar deixar seu espírito em comunhão com a Terra.
E isso é moda, isso é ser fashion, isso é estar bonito (lembrando que a beleza externa depende da interna) - fazer parte de um todo sem se anular.
terça-feira, 15 de janeiro de 2008
Rasgada
Rasgada, cortada em mil pedaços e não sei colar.
Há lascas enormes, cujo sangue escorre por dentro como se o interior se desfizesse e o exterior já nem sentisse mais os seus reflexos.
Existe um turbilhão de facas ao redor desse corpo inútil, aparentemente com vida, uma verdadeira carne inóspita, uma peça de carne pendurada pelo açougueiro da vida.
Um veado abatido na selva, solta seu último som de respiro, assim como o corpo, que abatido por ele próprio segura este som sem findar, até quando?
Talvez a flechada não mate o veado, talvez ele tenha sido acertado no coração e se acabado.
Há lascas enormes, cujo sangue escorre por dentro como se o interior se desfizesse e o exterior já nem sentisse mais os seus reflexos.
Existe um turbilhão de facas ao redor desse corpo inútil, aparentemente com vida, uma verdadeira carne inóspita, uma peça de carne pendurada pelo açougueiro da vida.
Um veado abatido na selva, solta seu último som de respiro, assim como o corpo, que abatido por ele próprio segura este som sem findar, até quando?
Talvez a flechada não mate o veado, talvez ele tenha sido acertado no coração e se acabado.
Assinar:
Postagens (Atom)