Tinha lá naquele quintal florido uma menininha, brincava e brincava naquele quintal lindo, mas a verdade é que nada lhe apetecia, aquele quintal nem mais lhe seduzia. Até que um dia, levantou-se aurora e desperta foi pra fora, serelepe pulava de canto em canto até que do nada notou no canto uma flor que lhe sorria. Ela gostou.
No dia seguinte lá foi a menina brincar neste quintal onde o novo se fazia. E seguiu-se os dias ensolarados até que da previsão do tempo, notícia boa é que não tinha.
Nasceu o dia cinza, chuvoso e deprimido, a menina até preocupou-se com aquela água toda naquela florzinha (por isso o tapperware de sua mãe foi parar no quintal).
Passou a chuva, lá veio o sol sorrindo, até despontou um pequeno arco íris. Mas algo estranho acontecia... Ao passar dos dias a menina notou que um comichão lhe arrebatia, ela tinha que ir sempre ao quintal dia, menos dia, lá estava ela naquele quintal onde até os girassóis ciumentos pela atenção que aquela pequenina e amarela florzinha despertava na graciosa menina, tentavam lhe encobrir para despistar o olhar atento da menininha.
E eita que o comichão não passava, comichãzinhão danado que lhe atormentava,mas era só ir atéo quintal,e não havia embaralhamento de flor alguma que lhe enganasse, a pequena florzinha estava lá, e ela sorria, sorria de longe, mas sorria.
E a noite, quando o sol adormecia, o comentário entre as flores temor causaria na florzinha, eis que todos diziam que num pequenino e apertado vaso, a menina a colocaria, e o boato era forte, tão forte que era quase certo que o boato realidade se faria.
E uma verdade era certa, a menina todos os dias cuidava, regando, adubando e dando amor a pequenina, mas de fato, nunca que o amor da menina permitiria roubar da florzinha a liberdade que lhe pertencia, vivendo na terra do chão, se nutrindo do solo e vivendo o que era de seu direito e que a menina entendia.
"Todo o conteúdo desta página está registrado em nome da autora, com os devidos fins legais."
quarta-feira, 20 de agosto de 2008
terça-feira, 5 de agosto de 2008
Obviedades
As coisas são simples?
Ou a simplicidade simplesmente não existe?
Queremos tudo fácil, só com um poquinho de trabalho, mas tudo aquilo que pode ser rápido resolvido, normalmente transformamos em difícil e logo, muitas vezes destruído. Se pararmos pra pensar nas coisas a vida inteira é uma matemática, assim como 2+2 são 4, o cachorro é o cachorro e o gato é o gato. Se eu gosto de melância devo então me alimentar dela? Se for boa e madurinha, é dela que nutrirei meu corpo e matarei minha fome, mas se eu não gostar de abobrinha? Então é melhor nem arriscar meu paladar cansado.
A vida não é óbvia, acabou se tornando uma grande equação sem fim, mas tudo que puder somar e ter um bom resultado, é tudo isso que quero pra mim.
Ou a simplicidade simplesmente não existe?
Queremos tudo fácil, só com um poquinho de trabalho, mas tudo aquilo que pode ser rápido resolvido, normalmente transformamos em difícil e logo, muitas vezes destruído. Se pararmos pra pensar nas coisas a vida inteira é uma matemática, assim como 2+2 são 4, o cachorro é o cachorro e o gato é o gato. Se eu gosto de melância devo então me alimentar dela? Se for boa e madurinha, é dela que nutrirei meu corpo e matarei minha fome, mas se eu não gostar de abobrinha? Então é melhor nem arriscar meu paladar cansado.
A vida não é óbvia, acabou se tornando uma grande equação sem fim, mas tudo que puder somar e ter um bom resultado, é tudo isso que quero pra mim.
"sem título"
Quero encontrar a luz brilhante de teu olhar,
encontrar o aconchego de um lar,
me aquecer com o ardor do chorar.
Quero entender os cabelos grisalhos que há,
que refletem o chão, o andar,
o chão que eu sigo no meu caminhar
Me mostra sua história
acrescente páginas extras
me deixa
me deixa reger essa orquestra.
encontrar o aconchego de um lar,
me aquecer com o ardor do chorar.
Quero entender os cabelos grisalhos que há,
que refletem o chão, o andar,
o chão que eu sigo no meu caminhar
Me mostra sua história
acrescente páginas extras
me deixa
me deixa reger essa orquestra.
Noite
A noite nem tudo se esconde, sob o luar acorda outra manhã, uma manhã serena cujo brilho não vem do fogo, vem do diamante, suspenso no ar.
Olhos se revelam e outros sons aparecem; há uma vida inteira na noite que não exploramos e há também um toque de ilusão nesta noite que esconde e ao mesmo tempo revela.
Mas é preciso ter olhos atentos, pois a noite é um outro mundo vasto e ludibriante, é preciso receber o sereno como um cobertor aconchegante, a espessa nuvem embreagante sob a escuridão que ilumina outros seres, outros sentidos e é fria, porém aquece os corações.
Olhos se revelam e outros sons aparecem; há uma vida inteira na noite que não exploramos e há também um toque de ilusão nesta noite que esconde e ao mesmo tempo revela.
Mas é preciso ter olhos atentos, pois a noite é um outro mundo vasto e ludibriante, é preciso receber o sereno como um cobertor aconchegante, a espessa nuvem embreagante sob a escuridão que ilumina outros seres, outros sentidos e é fria, porém aquece os corações.
Comparações
As folhas em branco são como a noite, têm um certo brilho e mistério fascinantes. A primeira vista não se vê nada, mas se olhar atento pode ver o infinito.
Tudo cabe nelas, não há limites, não há absurdos, podem descrever o medo, a paz e a felicidade, basta se entregar à elas, sem temer, sem pudor e sem vaidade. Deixar levar-se pelo seu toque branco, seja da seda ou do luar.
É só entender que há sempre mais, há sempre além. A noite e a folha em branco não te mostram horizontes, não mostram porque não têm, são vastas e ao mesmo tempo que você as preenche, elas também preenchem você e te transformam.
Quero ser levada a noite pro infinito e ao levar meu infinito à tão nobre folha em branco.
Tudo cabe nelas, não há limites, não há absurdos, podem descrever o medo, a paz e a felicidade, basta se entregar à elas, sem temer, sem pudor e sem vaidade. Deixar levar-se pelo seu toque branco, seja da seda ou do luar.
É só entender que há sempre mais, há sempre além. A noite e a folha em branco não te mostram horizontes, não mostram porque não têm, são vastas e ao mesmo tempo que você as preenche, elas também preenchem você e te transformam.
Quero ser levada a noite pro infinito e ao levar meu infinito à tão nobre folha em branco.
quarta-feira, 14 de maio de 2008
Quando se atentar às coisas...verá
Blá, blá, blá, blá,
O que mais se vê são baboseiras expostas no ar,
São tantas que me perco nelas se pestanejar,
Sou guarda mor de minha astúcia pra não me acovardar.
São promessas, juras, injúrias, crendices,
Tantas idéias e imaculadas tolices
Desenham mapas, trilhas de ourives
Cujo ouro não terá valor jamais.
É...é isso! O Clima é um eterno Outono
Esse vai ou não vai,
As palavras são cão sem dono
E o esperto pesca aquilo que lhe Faz.
E no fim das contas as baboseiras é que tem valor,
Pois delas partem o furor
De grandes idéias e do riso de horror.
São parte do homem que assim, acalenta a dor.
O que mais se vê são baboseiras expostas no ar,
São tantas que me perco nelas se pestanejar,
Sou guarda mor de minha astúcia pra não me acovardar.
São promessas, juras, injúrias, crendices,
Tantas idéias e imaculadas tolices
Desenham mapas, trilhas de ourives
Cujo ouro não terá valor jamais.
É...é isso! O Clima é um eterno Outono
Esse vai ou não vai,
As palavras são cão sem dono
E o esperto pesca aquilo que lhe Faz.
E no fim das contas as baboseiras é que tem valor,
Pois delas partem o furor
De grandes idéias e do riso de horror.
São parte do homem que assim, acalenta a dor.
quinta-feira, 17 de abril de 2008
Legado
Não há legado para se deixar no mundo,
Pelo menos nenhum que venha de meu ventre,
Ou pelo menos das minhas contas.
Na verdade me engano, deixo muitos
Estão em forma abstrata,
Alguns em forma de palavra,
Outros em forma de nada, estão apenas no ar.
Os que têm forma de segredo levo comigo,
Esses guardo há vinte chaves,
Levo também a dor que ruminei em vida,
É um chicletinho bem ruim, como aqueles
de sabor tuti-fruti de quitanda barata.
Pensando bem, não serão tantos assim,
Levarei mais coisas do que deixarei,
Mas com certeza um dos meus legados favoritos são as denúncias,
De tudo que tive vontade de denunciar,
principalmente em relação à vida, é isso,
Denuncio a vida, ou melhor, os infelizes que a tornam má,
ou pelo menos como eles a tornam má.
Legado, rezo para que eles sejam lembrados, utilizados,
Porque se morrerem comigo,
Morrerei em vão.
Não quero rochas, nem placas pra me nomearem no final
Quero palavras, folhas,
Quero principalmente citações e ações.
Pois é essa a riqueza de meu legado.
Pelo menos nenhum que venha de meu ventre,
Ou pelo menos das minhas contas.
Na verdade me engano, deixo muitos
Estão em forma abstrata,
Alguns em forma de palavra,
Outros em forma de nada, estão apenas no ar.
Os que têm forma de segredo levo comigo,
Esses guardo há vinte chaves,
Levo também a dor que ruminei em vida,
É um chicletinho bem ruim, como aqueles
de sabor tuti-fruti de quitanda barata.
Pensando bem, não serão tantos assim,
Levarei mais coisas do que deixarei,
Mas com certeza um dos meus legados favoritos são as denúncias,
De tudo que tive vontade de denunciar,
principalmente em relação à vida, é isso,
Denuncio a vida, ou melhor, os infelizes que a tornam má,
ou pelo menos como eles a tornam má.
Legado, rezo para que eles sejam lembrados, utilizados,
Porque se morrerem comigo,
Morrerei em vão.
Não quero rochas, nem placas pra me nomearem no final
Quero palavras, folhas,
Quero principalmente citações e ações.
Pois é essa a riqueza de meu legado.
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