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quinta-feira, 20 de agosto de 2009
Coisa de mulher
O universo feminino é cheio de graça, cor, elegância, carinho, as mulheres adoram serem mães ou visitar suas mães, adoram fazer compras e adoram serem generosas, elas cozinham de salto e fazem um relatório passando batom, elas amam filme romântico, o galã da moda e fazer dieta, e essa última pode vir como necessidade, paranóia ou desespero, não importa como, ela vem. Você já viu alguma mulher dizer que nunca fez dieta? A Cris tava numa onda de que precisava emagrecer urgentemente e quem tem urgência e desespero a primeira coisa que faz é pesquisar dieta e lá foi a Cris fazer a dieta da melancia, 7 dias comendo só melancia, chegou no oitavo dia ela tinha emagrecido? Tinha…450 gramas.
Desolada e meio puta da vida ela pensou: “Fruta pode até não dar em nada, mas a lua é poderosa, é um negócio de magia, vou tentar”.
Um mês de dieta da lua, resultado, quando a noite chega se ela olhar pro céu manda a lua pra puta que pariu, a mulher ficou enlouquecida de raiva, mas raiva não adianta nada, só engorda, então ela resolveu fazer direito, procurou um médico.
Marcou consulta, foi lá, chegando no consultório não é que o médico era a cara do Costinha? “Gente o Costinha não morreu!”, olha foi difícil não rir e o cara falava igual ao morto, meio mole, foi um Deus nos acuda mas ela entrou firme e forte. O médico podia não ser o Costinha, mas era gagá, além de falar baixo perguntou o nome dela três vezes e ainda escreveu errado no pedido de exame.
No dia seguinte depois de sobreviver ao vexame de rir na cara do doutor, lá foi fazer o exame de sangue… “será que emagreci alguma coisa por ficar em jejum? Não sei, to me sentindo mais leve…”
Voltou ao médico com o resultado e o doutor com seu rosto de Costinha e jeito mole de falar já nem se lembrava dela “qual o problema?” “vim trazer o exame pro senhor” “aahh a senhora já esteve aqui? Sobre o que é mesmo?”
Foi difícil, mas pelo menos ele deu a receita….eeeeeeeeeeeeeeeeeeeeehhhhhhhhhhhhh agora vai.
Dois meses de tratamento, o dia da balança chegou, tchanananannnnn…..1k5g. AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAhhhhhhhhhhh
A mulher começou a achar que era problema de encosto, não é possível um negócio desse, “tô com encosto” ela falava, não teve dúvida procurou a famosa Madame Lola.
- Qual o pobema?
- Já fiz de tudo e não consigo emagrecer, tem um exú comigo, só pode ser.
- Tá amarrada, to veno que cê tá amarrada, isso é trabaio de mulé que qué te ve gorrrrda, é trabaio pa fica gorrrda.
- Pelo amor de Deus, desfaz.
- Pepeô, pepeô…que é trabaio difíço, custa caro.
- Caro quanto?
- 150,00, é o preço da libertação huuuummm eo eo
- Tá bom, mas desfaz isso, desfaz logo
A mulher pegou um ramo de ervas e batizou, pegou um copo com pinga, um saco de bolacha água e sal e um saco de leite B, juntou tudo numa cúia e começou a rezar com a erva na mão e três velas acesas:
“Oh quequequeoooohhhh, bate forte o tambô, emaguece a mulé oxalá, emaguece a mulé…queba o feitiço e as gurdura tudo que tem nela, queba esse papo, os pneus de caminhão, queba os braço mole e as coxa bamba, queba meu pai, queba meu pai...huuum e agora pelo puder que eu tenho das fonte dos santo das baía e dos desesperados eu digo e Ordeno que de frente ela vai parecer que tá de lado e de lado ela vai sumir eoeo.”
Depois ela parou, ficou calada e num súbito se virou e disse:
“Cê vai passar um mês comendo uma bolacha no café, uma no almoço e uma na janta e nos intervalo cê toma um dedo desse leite, passa essa erva todo dia no suvaco.
E não é que deu certo? A mulher emagreceu mesmo, deslanchou, agora me diga, o que você acha? Foi efeito de fé? Da dieta de bolacha e leite? Ou foi a erva no suvaco?
Desolada e meio puta da vida ela pensou: “Fruta pode até não dar em nada, mas a lua é poderosa, é um negócio de magia, vou tentar”.
Um mês de dieta da lua, resultado, quando a noite chega se ela olhar pro céu manda a lua pra puta que pariu, a mulher ficou enlouquecida de raiva, mas raiva não adianta nada, só engorda, então ela resolveu fazer direito, procurou um médico.
Marcou consulta, foi lá, chegando no consultório não é que o médico era a cara do Costinha? “Gente o Costinha não morreu!”, olha foi difícil não rir e o cara falava igual ao morto, meio mole, foi um Deus nos acuda mas ela entrou firme e forte. O médico podia não ser o Costinha, mas era gagá, além de falar baixo perguntou o nome dela três vezes e ainda escreveu errado no pedido de exame.
No dia seguinte depois de sobreviver ao vexame de rir na cara do doutor, lá foi fazer o exame de sangue… “será que emagreci alguma coisa por ficar em jejum? Não sei, to me sentindo mais leve…”
Voltou ao médico com o resultado e o doutor com seu rosto de Costinha e jeito mole de falar já nem se lembrava dela “qual o problema?” “vim trazer o exame pro senhor” “aahh a senhora já esteve aqui? Sobre o que é mesmo?”
Foi difícil, mas pelo menos ele deu a receita….eeeeeeeeeeeeeeeeeeeeehhhhhhhhhhhhh agora vai.
Dois meses de tratamento, o dia da balança chegou, tchanananannnnn…..1k5g. AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAhhhhhhhhhhh
A mulher começou a achar que era problema de encosto, não é possível um negócio desse, “tô com encosto” ela falava, não teve dúvida procurou a famosa Madame Lola.
- Qual o pobema?
- Já fiz de tudo e não consigo emagrecer, tem um exú comigo, só pode ser.
- Tá amarrada, to veno que cê tá amarrada, isso é trabaio de mulé que qué te ve gorrrrda, é trabaio pa fica gorrrda.
- Pelo amor de Deus, desfaz.
- Pepeô, pepeô…que é trabaio difíço, custa caro.
- Caro quanto?
- 150,00, é o preço da libertação huuuummm eo eo
- Tá bom, mas desfaz isso, desfaz logo
A mulher pegou um ramo de ervas e batizou, pegou um copo com pinga, um saco de bolacha água e sal e um saco de leite B, juntou tudo numa cúia e começou a rezar com a erva na mão e três velas acesas:
“Oh quequequeoooohhhh, bate forte o tambô, emaguece a mulé oxalá, emaguece a mulé…queba o feitiço e as gurdura tudo que tem nela, queba esse papo, os pneus de caminhão, queba os braço mole e as coxa bamba, queba meu pai, queba meu pai...huuum e agora pelo puder que eu tenho das fonte dos santo das baía e dos desesperados eu digo e Ordeno que de frente ela vai parecer que tá de lado e de lado ela vai sumir eoeo.”
Depois ela parou, ficou calada e num súbito se virou e disse:
“Cê vai passar um mês comendo uma bolacha no café, uma no almoço e uma na janta e nos intervalo cê toma um dedo desse leite, passa essa erva todo dia no suvaco.
E não é que deu certo? A mulher emagreceu mesmo, deslanchou, agora me diga, o que você acha? Foi efeito de fé? Da dieta de bolacha e leite? Ou foi a erva no suvaco?
segunda-feira, 3 de agosto de 2009
A menina do salto alto
Homélia era uma menina encantadora, adorava brincar com as coisas de sua mãe.
Passava horas e horas em frente a penteadeira, se arrumando fasceira para um príncipe, uma festa no reino vizinho, um jantar de comemoração e tudo o mais que sua vasta imaginação permitia. Vestia-se de jóias, lenços, saias e vestidos, passava o blush como quem pinta um quadro, numa delicadeza de flor.
Mas de todos os itens o que ela mais gostava eram dos sapatos de sua mãe, vesti-los em seus pés pequenos era como entrar numa nave espacial e viajar para um outro universo, onde ela era grande, elegante e adorada. Eram muitos os portais, tinha um amarelo canário de bico fico que ela usava em fantasias mais casuais como por exemplo, quando ela ia para seu escritório ou visitar a rainha da Inglaterra; o cor de rosa de bico redondo ela só usava quando era princesa; já o preto bico fino e salto 15 só era vestido para matar os inimigos de James Bond ou imitar a Liza; e sua mãe tinha muitos sapatos, eram cores quentes, frias e neutras, saltos finos, altos, grossos, baixos, bicos redondos, finos, com pedraria, laço ou liso, e tudo isso significa que situações não faltavam na cabecinha fantasiosa de Homélia que era tão criteriosa, mas havia dias também em que ela brincava com todos eles de uma vez, mas isso só quando era quinta feira - dia de desfile de sapato.
A menina foi crescendo, e seu pé foi se encaixando cada vez mais nas naves espaciais de sua imaginação, em compensação, ao passar do tempo sua imaginação ia cabendo cada vez menos nos sapatos.
Mas o fato é que a menina nunca deixou de amar sapato, tanto que ela cresceu, cresceu, cresceu e se transformou numa estilista de sapatos, e sua grife ia muito bem, muito famosa, até que um dia ela simplesmente não conseguiu mais criar nenhum modelo novo, sua imaginação tinha sido absorvida por um espaço negro que tomava conta de suas idéias, nada saía daquela cachola.
Dias e mais dias se passaram, nada lhe ocorria, nenhuma imagem, nehuma novidade, nem sequer uma idéia de cor...nada.
Homélia se desesperou, voltou para a casa da mãe fugida das cobranças de sua empresa, dos empresários, do público, de todos. Agora a menina sequer conseguia vestir um sapato.
O interessante é que agora os sapatos a deixavam triste e amargurada, acabou-se o sonho de menina.
Ela tentou buscar inspiração vestindo os sapatos de sua mãe, devorando catálogos de outras marcas, olhando os pés de celebridades, perguntando à pessoas ricas e famosas o que elas queriam, ela procurou olhar para tudo que era lindo e cintilante, buscou no glamour suas idéias, visitou joalherias, salões de festas, lojas de vestidos...e nada. Nada.
Homélia desistiu, jogou a toalha, deu um W.O. pra vida e ficou triste, muito triste, mais triste do que antes, Homélia ficou realmente deprimida, afinal de contas, esses foram os piores seis meses de sua existência.
Numa manhã Homélia acordou mais uma vez desolada, mas o dia estava lindo, o sol lá fora lhe chamava, ela então saiu, foi até o lago perto da casa de sua mãe, ela costumava brincar lá quando criança, foi lá pensar o que iria fazer da vida agora, andou seriamente em vender bolo pra fora.
Ao chegar no lago, sentou numa pedra e seu olhar se perdeu nas águas, ficou lá um tempão. Foi então que num suspiro longo ela percebeu ao seu lado uma borboleta, e encantada percebeu nas flores, no verde, no lago e em tudo uma outra realidade, Homélia se tornou de novo aquela menina dos contos de fada, das histórias mirabolantes e dos chás com a rainha. Homélia voltou a sonhar, e imersa nesse novo mundo de sonhos, onde tudo era mais colorido, mais vivo, mais brilhante, ela criou a coleção mais linda de sapatos que o mundo já viu e foi assim sucessivamente, pois agora Homélia, a menina, nunca mais abandonou o seu mundo de fadas e foi assim assim, na simplicidade da vida que Homélia realmente se tornou grande.
Passava horas e horas em frente a penteadeira, se arrumando fasceira para um príncipe, uma festa no reino vizinho, um jantar de comemoração e tudo o mais que sua vasta imaginação permitia. Vestia-se de jóias, lenços, saias e vestidos, passava o blush como quem pinta um quadro, numa delicadeza de flor.
Mas de todos os itens o que ela mais gostava eram dos sapatos de sua mãe, vesti-los em seus pés pequenos era como entrar numa nave espacial e viajar para um outro universo, onde ela era grande, elegante e adorada. Eram muitos os portais, tinha um amarelo canário de bico fico que ela usava em fantasias mais casuais como por exemplo, quando ela ia para seu escritório ou visitar a rainha da Inglaterra; o cor de rosa de bico redondo ela só usava quando era princesa; já o preto bico fino e salto 15 só era vestido para matar os inimigos de James Bond ou imitar a Liza; e sua mãe tinha muitos sapatos, eram cores quentes, frias e neutras, saltos finos, altos, grossos, baixos, bicos redondos, finos, com pedraria, laço ou liso, e tudo isso significa que situações não faltavam na cabecinha fantasiosa de Homélia que era tão criteriosa, mas havia dias também em que ela brincava com todos eles de uma vez, mas isso só quando era quinta feira - dia de desfile de sapato.
A menina foi crescendo, e seu pé foi se encaixando cada vez mais nas naves espaciais de sua imaginação, em compensação, ao passar do tempo sua imaginação ia cabendo cada vez menos nos sapatos.
Mas o fato é que a menina nunca deixou de amar sapato, tanto que ela cresceu, cresceu, cresceu e se transformou numa estilista de sapatos, e sua grife ia muito bem, muito famosa, até que um dia ela simplesmente não conseguiu mais criar nenhum modelo novo, sua imaginação tinha sido absorvida por um espaço negro que tomava conta de suas idéias, nada saía daquela cachola.
Dias e mais dias se passaram, nada lhe ocorria, nenhuma imagem, nehuma novidade, nem sequer uma idéia de cor...nada.
Homélia se desesperou, voltou para a casa da mãe fugida das cobranças de sua empresa, dos empresários, do público, de todos. Agora a menina sequer conseguia vestir um sapato.
O interessante é que agora os sapatos a deixavam triste e amargurada, acabou-se o sonho de menina.
Ela tentou buscar inspiração vestindo os sapatos de sua mãe, devorando catálogos de outras marcas, olhando os pés de celebridades, perguntando à pessoas ricas e famosas o que elas queriam, ela procurou olhar para tudo que era lindo e cintilante, buscou no glamour suas idéias, visitou joalherias, salões de festas, lojas de vestidos...e nada. Nada.
Homélia desistiu, jogou a toalha, deu um W.O. pra vida e ficou triste, muito triste, mais triste do que antes, Homélia ficou realmente deprimida, afinal de contas, esses foram os piores seis meses de sua existência.
Numa manhã Homélia acordou mais uma vez desolada, mas o dia estava lindo, o sol lá fora lhe chamava, ela então saiu, foi até o lago perto da casa de sua mãe, ela costumava brincar lá quando criança, foi lá pensar o que iria fazer da vida agora, andou seriamente em vender bolo pra fora.
Ao chegar no lago, sentou numa pedra e seu olhar se perdeu nas águas, ficou lá um tempão. Foi então que num suspiro longo ela percebeu ao seu lado uma borboleta, e encantada percebeu nas flores, no verde, no lago e em tudo uma outra realidade, Homélia se tornou de novo aquela menina dos contos de fada, das histórias mirabolantes e dos chás com a rainha. Homélia voltou a sonhar, e imersa nesse novo mundo de sonhos, onde tudo era mais colorido, mais vivo, mais brilhante, ela criou a coleção mais linda de sapatos que o mundo já viu e foi assim sucessivamente, pois agora Homélia, a menina, nunca mais abandonou o seu mundo de fadas e foi assim assim, na simplicidade da vida que Homélia realmente se tornou grande.
Aviso
Vai
Se apruma
Se arruma
Se faz chegar
Anda
Se entrega
Revela
O desejo escondido nesse olhar
Cuidado!
Se atente
Aproveite
Mas sem falhar
Escuta
Não seja surda
Nem absurda
Que absurdo é não saber sonhar
Se apruma
Se arruma
Se faz chegar
Anda
Se entrega
Revela
O desejo escondido nesse olhar
Cuidado!
Se atente
Aproveite
Mas sem falhar
Escuta
Não seja surda
Nem absurda
Que absurdo é não saber sonhar
Tempo
Tempo que passa a cada instante,
a vida pára e continua como se não houvesse razão
Espera por alguém, por um momento, uma idéia,
um sorriso, um instante de prazer
Sentei-me calma n'algum canto
e tive sensações que me arrebatam o viver
E cada palavra que eu ouvia ou dizia
me lembrava um pouco de você
E aquele tempo, o tempo que não pára
e corre feito louco sem eu perceber
É um instante, um perturbo,
uma felicidade ter você...
Um tempo pra pensar,
um tempo pra falar,
um tempo pra escrever...
Meu tempo, seu tempo,
o tempo que me rege ao universo...
O tempo que eu insisto em viver.
Um segundo,
dois minutos,
uma hora,
um pequeno instante
e o tempo todo...
BASTA.
a vida pára e continua como se não houvesse razão
Espera por alguém, por um momento, uma idéia,
um sorriso, um instante de prazer
Sentei-me calma n'algum canto
e tive sensações que me arrebatam o viver
E cada palavra que eu ouvia ou dizia
me lembrava um pouco de você
E aquele tempo, o tempo que não pára
e corre feito louco sem eu perceber
É um instante, um perturbo,
uma felicidade ter você...
Um tempo pra pensar,
um tempo pra falar,
um tempo pra escrever...
Meu tempo, seu tempo,
o tempo que me rege ao universo...
O tempo que eu insisto em viver.
Um segundo,
dois minutos,
uma hora,
um pequeno instante
e o tempo todo...
BASTA.
sexta-feira, 5 de junho de 2009
As notícias não são boas. Há pouco tempo as pessoas acordaram para uma problemática muito antiga, a "crise da ecologia", a mídia passou a se interessar pelo assunto, cientistas começaram a soltar alertas globais, muita gente se espantou, outras apenas disseram "tá vendo! Eu disse..."
Mas o fato é que muitos se conformaram, muitos ignoraram e muitos se desesperaram.
Fiquei a par de uma série de informações e fiquei feliz ao saber que diversas empresas estão preocupadas com o assunto, há muito o que se discutir, porque há muito o que resolver, estamos exatamente num período da história da humanidade onde toda a catarse das ações do homem até aqui, se transformaram num grande redemoinho que nos levará à uma grande catástrofe geral. Eu digo isso porque quando falamos em sustentabilidade, preservação, consumo consciente, reciclagem, estamos falando também em capital de giro, economia global, matéria prima; a grande hironia da história desse bicho homem é que chegamos ao ponto em que todo o sistema econômico que conhecemos tão bem simplesmente não funciona mais e curiosamente ou não, talvez seja melhor a palavra certamente, o planeta apresenta suas dores e suas perdas que representam também as nossas dores e as nossas perdas, exatamente no mesmo momento.
Vejam só: Baseamos toda a organização das sociedades em algo inexistente, pois o dinheiro, acreditem ou não, não existe - sim meus caros, essa é uma afirmação totalmente verdadeira e acadêmica. Retomando, construímos uma teia organizacional complexa, utilizando uma fonte natural esgotável como peso de uma balança que do outro lado tem em sua base um simples papel, cujo valor é dado pela consciencia humana e por regras instituídas a partir de uma série de fatores que no final se baseiam apenas na mesma fonte esgotável - o ouro. E quando acabar o ouro? Passaremos a dar valor em nossa moeda através de que? Grafite? Aço? Água? É claro que o ouro existente no mundo por mais que seja esgotável, ainda existirá nos cofres públicos, mas a questão é, que na verdade o sistema é falho, causou consequências graves a nossa própria existência e trocando em miúdos...uma hora ele vai arrebentar.
Não estou dizendo também que a culpa é do capitalismo, não. A culpa é na verdade dos desejos exacerbados de nossa espécie. Talvez, quem sabe, se o consumo consciente existisse enraigado na consciência coletiva há alguns séculos, se assim que o homem descobriu o petróleo ele pensasse também em extrair energia do lixo principalmente ou como está acontecendo agora, extrair do metano das boiadas, quem sabe não estivéssemos agora vivendo com mais harmonia em nosso sistema ecológico e financeiro?
Se a idéia do coletivo fosse maior do que a idéia do individualismo, não tivéssemos tanta gente miserável de um lado e tantas mansões do outro?
Se o desejo de controle e dominação não fosse tão intenso, quem sabe tantas guerras não tivessem sido evitadas? Afinal houve um tempo em que falar mal do chapéu alheio causava mortes (referência à guerra do chapéu no noroeste da europa - guerra entre dois países porque um rei falou mal do chapéu da rainha do reino vizinho).
É muito triste ver a situação em que chegamos, pessoas estão pensando em como resolver e atitudes estão sendo tomadas, mas essa é deve ser uma ação de todos, pois são os pequeninos gestos que fazem toda a diferença nessa batalha e gigante. Não há mais espaço para a abstração dos problemas coletivos, pois TODOS fazemos parte do coletivo e o seu problema é o meu também.
Sentiremos muito o impacto de todas as mudanças e o seu processo perdurará por muitos e muitos anos, talvez o tempo de toda uma geração. Mas vamos pensar em quando vemos um filme de guerra e sentimos aquele patriotismo gritando em nosso peito e torcemos para que o nosso mocinho acabe com o vilão, vamos nos lembrar de todas as vezes em que vendo uma cena ou lendo um livro pensamos: "vale a pena, por isto vale a pena", vamos pensar agora naqueles que pregaram a paz com tanta sabedoria e tanto fervor e nos lembrar que eles diziam que para a guerra só basta o amor. Eles tinham razão.
Estamos em guerra, numa guerra sem bombas, sem armas, sem ódio. Esta guerra vale a pena, porque esta guerra é pela nossa SOBREVIVÊNCIA. Uma guerra contra as consequencias e contra a educação errada, os costumes egoístas e as vontades exacerbadas que temos enraigadas profundamente em nossas vidas, como um gene. Uma guerra contra nós mesmos.
Pra vencê-la só basta vontade, amor a si próprio e ao próximo e às gerações futuras e à este planeta. Só basta querer mudar e fazer para mudar.
Mas o fato é que muitos se conformaram, muitos ignoraram e muitos se desesperaram.
Fiquei a par de uma série de informações e fiquei feliz ao saber que diversas empresas estão preocupadas com o assunto, há muito o que se discutir, porque há muito o que resolver, estamos exatamente num período da história da humanidade onde toda a catarse das ações do homem até aqui, se transformaram num grande redemoinho que nos levará à uma grande catástrofe geral. Eu digo isso porque quando falamos em sustentabilidade, preservação, consumo consciente, reciclagem, estamos falando também em capital de giro, economia global, matéria prima; a grande hironia da história desse bicho homem é que chegamos ao ponto em que todo o sistema econômico que conhecemos tão bem simplesmente não funciona mais e curiosamente ou não, talvez seja melhor a palavra certamente, o planeta apresenta suas dores e suas perdas que representam também as nossas dores e as nossas perdas, exatamente no mesmo momento.
Vejam só: Baseamos toda a organização das sociedades em algo inexistente, pois o dinheiro, acreditem ou não, não existe - sim meus caros, essa é uma afirmação totalmente verdadeira e acadêmica. Retomando, construímos uma teia organizacional complexa, utilizando uma fonte natural esgotável como peso de uma balança que do outro lado tem em sua base um simples papel, cujo valor é dado pela consciencia humana e por regras instituídas a partir de uma série de fatores que no final se baseiam apenas na mesma fonte esgotável - o ouro. E quando acabar o ouro? Passaremos a dar valor em nossa moeda através de que? Grafite? Aço? Água? É claro que o ouro existente no mundo por mais que seja esgotável, ainda existirá nos cofres públicos, mas a questão é, que na verdade o sistema é falho, causou consequências graves a nossa própria existência e trocando em miúdos...uma hora ele vai arrebentar.
Não estou dizendo também que a culpa é do capitalismo, não. A culpa é na verdade dos desejos exacerbados de nossa espécie. Talvez, quem sabe, se o consumo consciente existisse enraigado na consciência coletiva há alguns séculos, se assim que o homem descobriu o petróleo ele pensasse também em extrair energia do lixo principalmente ou como está acontecendo agora, extrair do metano das boiadas, quem sabe não estivéssemos agora vivendo com mais harmonia em nosso sistema ecológico e financeiro?
Se a idéia do coletivo fosse maior do que a idéia do individualismo, não tivéssemos tanta gente miserável de um lado e tantas mansões do outro?
Se o desejo de controle e dominação não fosse tão intenso, quem sabe tantas guerras não tivessem sido evitadas? Afinal houve um tempo em que falar mal do chapéu alheio causava mortes (referência à guerra do chapéu no noroeste da europa - guerra entre dois países porque um rei falou mal do chapéu da rainha do reino vizinho).
É muito triste ver a situação em que chegamos, pessoas estão pensando em como resolver e atitudes estão sendo tomadas, mas essa é deve ser uma ação de todos, pois são os pequeninos gestos que fazem toda a diferença nessa batalha e gigante. Não há mais espaço para a abstração dos problemas coletivos, pois TODOS fazemos parte do coletivo e o seu problema é o meu também.
Sentiremos muito o impacto de todas as mudanças e o seu processo perdurará por muitos e muitos anos, talvez o tempo de toda uma geração. Mas vamos pensar em quando vemos um filme de guerra e sentimos aquele patriotismo gritando em nosso peito e torcemos para que o nosso mocinho acabe com o vilão, vamos nos lembrar de todas as vezes em que vendo uma cena ou lendo um livro pensamos: "vale a pena, por isto vale a pena", vamos pensar agora naqueles que pregaram a paz com tanta sabedoria e tanto fervor e nos lembrar que eles diziam que para a guerra só basta o amor. Eles tinham razão.
Estamos em guerra, numa guerra sem bombas, sem armas, sem ódio. Esta guerra vale a pena, porque esta guerra é pela nossa SOBREVIVÊNCIA. Uma guerra contra as consequencias e contra a educação errada, os costumes egoístas e as vontades exacerbadas que temos enraigadas profundamente em nossas vidas, como um gene. Uma guerra contra nós mesmos.
Pra vencê-la só basta vontade, amor a si próprio e ao próximo e às gerações futuras e à este planeta. Só basta querer mudar e fazer para mudar.
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